terça-feira, 9 de outubro de 2007

Penetrália
Falei tanto de amor!...
de galanteio, Vaidade e brinco, passatempo e graça, Ou desejo fugaz, que brilha e passa No relâmpago breve com que veio... O verdadeiro amor, honra e desgraça, Gozo ou suplício, no íntimo fechei-o: Nunca o entreguei ao público recreio, Nunca o expus indiscreto ao sol da praça. Não proclamei os nomes, que baixinho, Rezava...
E ainda hoje, tímido, mergulho Em funda sombra o meu melhor carinho. Quando amo, amo e deliro sem barulho; E quando sofro, calo-me, e definho
Na ventura infeliz do meu orgulho.
olavo bilac

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