Vila Rica
O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;Sangram, em laivos de ouro, as minas, que a ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre:E cada cicatriz brilha como um brasão.
O ângelus plange ao longe em doloroso dobre. O último ouro do sol morre na cerração.E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,O crepúsculo cai como uma extrema unção.
Agora, para além do cerro, o céu parece Feito de um ouro ancião que o tempo enegreceu...A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,Como uma procissão espectral que se move...Dobra o sino… Soluça um verso de Dirceu...Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove Vila Rica
O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;Sangram, em laivos de ouro, as minas, que a ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre:E cada cicatriz brilha como um brasão.
O ângelus plange ao longe em doloroso dobre.O último ouro do sol morre na cerração.E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,O crepúsculo cai como uma extrema unção.
Agora, para além do cerro, o céu pareceFeito de um ouro ancião que o tempo enegreceu...A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,Como uma procissão espectral que se move...Dobra o sino… Soluça um verso de Dirceu...Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove
olavo bilac
terça-feira, 9 de outubro de 2007
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